Resumo"Minha mãe fica tonta toda vez que levanta da cama" — a tontura no idoso assusta a família e, ao contrário do que muita gente pensa, não é só "coisa da idade". Quase sempre existe uma causa identificável por trás: uma queda de pressão ao levantar, o efeito de um remédio, um problema no labirinto ou a soma de várias coisas ao mesmo tempo. A maioria tem tratamento quando avaliada, e cuidar disso também é uma forma de prevenir quedas. A Dra. Ana Laura Bersani (Geriatra, RQE 38440) investiga a causa em Franca — presencial, domiciliar ou por telemedicina.
O que é a tontura no idoso? "Tontura" é um nome que a família usa para coisas diferentes: a sensação de que tudo gira (vertigem), a impressão de que vai desmaiar, ou uma sensação vaga de desequilíbrio e insegurança ao andar. Descrever bem o que o idoso sente ajuda muito a encontrar a causa — e a causa, no idoso, costuma ser mais de uma ao mesmo tempo.
As causas mais comuns (e por que raramente é uma só)
No idoso, a tontura costuma nascer da combinação de vários fatores. Entre os mais frequentes:
- Queda de pressão ao levantar (hipotensão postural): a pressão cai quando a pessoa passa de deitada
ou sentada para de pé, e vem aquela tontura de segundos. É uma das causas mais comuns e muitas vezes está ligada a remédios;
- Efeito de medicamentos: remédios para pressão, para dormir, calmantes, alguns antidepressivos e
diuréticos podem causar tontura — principalmente quando o idoso toma vários juntos (polifarmácia);
- Problema no labirinto: alterações do ouvido interno causam a vertigem, aquela sensação de que o
ambiente gira, às vezes ao virar a cabeça ou deitar;
- Desidratação, comum quando o idoso bebe pouca água ou em dias quentes;
- Alterações do ritmo do coração (batimentos rápidos, lentos ou irregulares);
- Anemia ou queda de açúcar no sangue;
- Desequilíbrio dos sentidos: perda de visão, de audição e de força nas pernas faz o corpo perder
as "referências" para se equilibrar, gerando insegurança ao andar.
A ligação entre tontura, remédios e quedas
Dois pontos merecem atenção especial da família.
O primeiro é o remédio. Muitas tonturas melhoram simplesmente ajustando doses ou revendo a lista de medicamentos — mas isso é trabalho do médico. Nunca suspenda ou troque um remédio por conta própria: o ideal é levar a lista completa para a consulta e avaliar junto.
O segundo é a queda. A tontura é um dos principais motivos de perda de equilíbrio no idoso, e uma queda pode trazer consequências sérias, como fraturas. Investigar a tontura é, também, uma forma de prevenir quedas antes que a primeira aconteça.
Sinais de alerta — quando procurar atendimento imediato
Procure atendimento de urgência sem demora se a tontura vier acompanhada de:
- Dor no peito ou falta de ar;
- Desmaio ou quase desmaio;
- Fraqueza súbita de um lado do corpo, boca torta ou fala enrolada;
- Dor de cabeça súbita e muito forte;
- Batimentos muito acelerados ou irregulares;
- Queda com pancada na cabeça.
Nesses casos, o caminho é o pronto-socorro, não uma consulta agendada — esses sinais podem indicar uma emergência.
Como é a avaliação da tontura no idoso
Quando não há sinais de urgência, a tontura ainda merece uma avaliação com calma para encontrar a causa (às vezes mais de uma). A avaliação geriátrica costuma incluir:
- Conversa sobre como é a tontura (gira, escurece a vista, desequilíbrio) e quando aparece;
- Medida da pressão deitado e de pé, para checar a queda de pressão ao levantar;
- Revisão de todos os medicamentos, incluindo os de venda livre;
- Avaliação de hidratação, coração, visão, audição e força nas pernas;
- Exames simples para descartar anemia, alterações metabólicas e do ritmo do coração, quando indicado.
O que a família pode fazer até a consulta
- Anotar quando a tontura aparece (ao levantar, ao virar a cabeça, depois de remédio novo, em jejum);
- Orientar o idoso a levantar devagar — sentar na beira da cama alguns segundos antes de ficar de pé;
- Garantir que ele beba água ao longo do dia;
- Deixar a casa sem tapetes soltos e bem iluminada, para reduzir o risco de queda;
- Levar a lista completa de medicamentos para a consulta.
Perguntas frequentes
Tontura em idoso é normal da idade? +
Não. É comum, mas não deve ser encarada como algo natural e inevitável. Quase sempre há uma causa identificável — como queda de pressão, remédios ou labirinto — e a maioria tem tratamento.
Que remédios podem causar tontura no idoso? +
Remédios para pressão, para dormir, calmantes, alguns antidepressivos e diuréticos, sobretudo quando o idoso toma vários ao mesmo tempo. Nunca suspenda medicação por conta própria — avalie com o médico.
Tontura no idoso pode causar quedas? +
Sim. É um dos principais fatores de perda de equilíbrio e queda no idoso. Investigar a causa ajuda a prevenir quedas e suas consequências.
Quando a tontura no idoso é urgência? +
Se vier com dor no peito, falta de ar, desmaio, fraqueza de um lado do corpo, fala enrolada ou dor de cabeça súbita e forte — procure o pronto-socorro imediatamente.
Agende uma avaliação
Se a tontura tem se repetido, atrapalha o dia a dia ou já quase causou uma queda, vale marcar uma avaliação com a Dra. Ana Laura Bersani (Geriatra, RQE 38440), em Franca — presencial, domiciliar ou por telemedicina. Para agendar, chame no WhatsApp (16) 99174-0302. Em caso de sinais de alerta, procure o pronto-socorro imediatamente.
Referências
- Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) — orientações sobre síndromes geriátricas,
instabilidade postural e prevenção de quedas.
- Associação Médica Brasileira (AMB).
- Organização Mundial da Saúde (OMS) — recomendações sobre prevenção de quedas em pessoas idosas.